A remoção da sonda gástrica de Fausto Silva, conhecido como Faustão, marca um progresso significativo em sua recuperação após uma série de procedimentos médicos complexos nos últimos anos. O cirurgião do aparelho digestivo e robótico, Dr. Leonardo Emílio da Silva, informou que a retirada desse dispositivo é frequentemente um sinal de melhora clínica, evolução na nutrição e a volta gradual da autonomia do paciente.
Em agosto de 2023, Faustão passou por um transplante cardíaco devido a uma grave insuficiência cardíaca. Posteriormente, em fevereiro de 2024, ele também realizou um transplante renal em virtude do agravamento de sua função renal. Desde então, o apresentador tem se submetido a um intenso processo de recuperação que inclui internações frequentes e acompanhamento médico multidisciplinar.
Veja as fotos
Leia Também
João Silva abre intimidade e conta com quantos anos perdeu a virgindade
[…]
[…]
Segundo o médico, a remoção da sonda gástrica é considerada um indicativo positivo para pacientes que passaram por transplantes e longas internações. “Quando ela é retirada, normalmente significa que o paciente está progredindo na alimentação, mantendo estabilidade clínica e recuperando parte da autonomia. Isso afeta não só a nutrição, mas também o conforto emocional, autoestima, mobilidade e qualidade de vida”, esclareceu.
O uso da sonda gástrica é necessário quando um paciente não consegue suprir suas necessidades nutricionais apenas pela alimentação oral. “Pacientes que passaram por transplantes precisam de calorias e proteínas elevadas para cicatrização, fortalecimento imunológico e recuperação muscular. Às vezes, a alimentação oral não é suficiente para atender essa demanda nesse período”, destacou. Condições como cirurgias complexas e dificuldades para engolir são algumas das razões que podem levar ao uso prolongado desse dispositivo.
O profissional ressaltou que pacientes que receberam transplantes como Faustão precisam de acompanhamento rigoroso, especialmente nas áreas digestiva e nutricional. O organismo deles passa por uma fase intensa de exigência metabólica e deve lidar com medicamentos imunossupressores para evitar rejeição dos órgãos transplantados. “A nutrição nesse contexto não pode ser negligenciada; ela é essencial ao tratamento. Um paciente transplantado mal nutrido enfrenta maiores dificuldades na recuperação e corre riscos elevados de infecções”, enfatizou.
Após a retirada da sonda, o foco passa a ser garantir uma alimentação adequada via oral, sempre sob supervisão médica e nutricional progressiva. Sinais como náuseas, vômitos ou dificuldade para engolir devem ser monitorados atentamente. Com a evolução desse acompanhamento, segundo o especialista, a remoção da sonda pode simbolizar um passo relevante rumo à autonomia e à reintegração à rotina diária.
Nos últimos meses, Faustão tem mantido sua recuperação em caráter mais reservado, enquanto familiares e amigos próximos compartilham atualizações sobre seu estado de saúde.

