Atenção: a seguir, o conteúdo apresenta relatos que podem ser sensíveis e possibilitar gatilhos relacionados a crises de ansiedade, depressão e suicídio. Reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em pessoas próximas é um passo fundamental. É essencial buscar apoio de profissionais especializados, como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) disponíveis em sua localidade. O CVV está disponível 24 horas por dia, inclusive em feriados, através do telefone 188, e oferece atendimento também por e-mail, chat e presencialmente. Existem mais de 120 postos de atendimento espalhados pelo Brasil.
A atriz e modelo Bárbara Evans decidiu compartilhar um momento difícil que está enfrentando: sua luta para se desvincular da dependência de um medicamento utilizado para dormir. Em uma publicação nas redes sociais na quarta-feira (29/4), ela revelou que tem realizado um processo de redução do uso da substância, mas recentemente teve um retrocesso.
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A artista compartilhou que sua relação com o medicamento começou há cerca de cinco anos, quando passou a utilizá-lo regularmente sem perceber os efeitos prejudiciais que poderia ter a longo prazo. Com o passar do tempo, ela começou a notar as consequências do uso contínuo e decidiu buscar apoio profissional para interromper essa prática: “Não conseguia dormir sem clonazepam. Era uma dose de 2 miligramas, que é a mais alta disponível. Isso já ocorre há uns cinco ou seis anos. Eu não tinha consciência dos danos que isso poderia causar”, detalhou.
No presente momento, Bárbara está sob acompanhamento médico, incluindo psiquiatra e psicóloga. O tratamento consiste na redução gradual da medicação além da introdução de alternativas recomendadas, como o canabidiol (CBD), para ajudar no sono durante essa fase difícil: “Não sei exatamente como explicar isso; talvez Deus tenha me ajudado, mas consegui ficar sem o remédio durante as minhas gestações. Contudo, assim que terminei a amamentação, retornei ao uso porque não conseguia relaxar devido às preocupações com meus três filhos. Agora estou fazendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico”, contou.
A atriz também comentou sobre seu progresso no tratamento, afirmando ter reduzido consideravelmente a quantidade do remédio consumido — passando de uma pílula inteira para apenas uma fração da dose inicial. Apesar das conquistas até agora, ela reconhece que a jornada é repleta de desafios e variações.
Bárbara enfatizou sua intenção ao compartilhar sua história: alertar outras pessoas sobre os perigos do uso indevido de medicamentos sem supervisão médica adequada. “O objetivo deste vídeo é direcionado especialmente àqueles que fazem uso desse tipo de medicamento; busquem ajuda! O uso prolongado pode trazer sérios riscos à saúde, como Alzheimer precoce e outros problemas graves. Então pesquisem bem e consultem um médico para se recuperarem como eu estou tentando fazer”, advertiu. A influenciadora sublinhou a importância do acompanhamento médico e reafirmou seu compromisso com a recuperação apesar das dificuldades enfrentadas.
O clonazepam pertence à classe dos benzodiazepínicos e exerce um efeito tranquilizante no sistema nervoso central. Ele é prescrito principalmente para tratar crises de ansiedade, transtornos do pânico, epilepsia e certas perturbações do sono. Seu uso deve ser feito somente sob prescrição médica, preferencialmente por períodos curtos e seguindo rigorosamente as orientações médicas quanto à dosagem.

