Encerrando a “turnê mensal” de abril pelos corpos celestes do Sistema Solar, a Lua se encontra com Júpiter nesta quarta-feira (22). Esse encontro será visível no céu como um fenômeno chamado conjunção astronômica, quando ambos os astros aparentam estar bem próximos.
Conforme informações de In-The-Sky.org, o evento ocorrerá às 19h04, seguindo o horário de Brasília. Nesse momento, a Lua estará posicionada a cerca de 3º33’ (três graus e trinta e três minutos de arco) ao norte de Júpiter.
A unidade “minutos de arco” é frequentemente utilizada em astronomia para medir ângulos diminutos no céu. Para contextualizar, um círculo completo possui 360º, e 60 minutos de arco correspondem a um grau. Portanto, durante esta conjunção, a separação entre a Lua e Júpiter será ligeiramente superior ao triplo dessa medida.
A partir da cidade de São Paulo, os observadores poderão ver essa dupla celestial começando às 17h53, logo após o pôr do sol, voltada para o norte, até às 22h36, quando ambos os corpos celestes desaparecem no horizonte.
Conjunção da Lua com Saturno marca início de maio
No momento do encontro, a magnitude da Lua será de -11.6 enquanto Júpiter terá uma magnitude de -2.1. Ambos estarão localizados na constelação de Gêmeos. É importante notar que quanto mais brilhante um objeto celeste parece aos nossos olhos, menor é o número que representa sua magnitude. Por exemplo, o Sol, que é o astro mais luminoso visível, apresenta magnitude aparente de -27.
Ainda que essa conjunção não permita que ambos os astros caibam no campo visual de telescópios ou binóculos, eles poderão ser observados sem qualquer equipamento especial.
No mês seguinte, a Lua terá outras conjunções significativas com Saturno (13), Marte (14), Vênus (18) e novamente com Júpiter (20). Essas conjunções são comuns devido à órbita da Lua em torno da Terra estar quase alinhada com o plano orbital dos planetas em relação ao Sol, denominado plano da eclíptica.
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Novas medições indicam que Júpiter é menor e mais achatado
Uma pesquisa recentemente divulgada na revista científica Nature Astronomy trouxe à tona dados intrigantes sobre o maior planeta do Sistema Solar. O estudo revela que Júpiter é levemente menor e apresenta uma forma mais achatada do que se pensava anteriormente.
Essas descobertas foram possíveis graças a medições muito mais precisas obtidas através dos dados da missão Juno, desenvolvida pela NASA. Confira todos os detalhes aqui.

