Skip to content
segunda-feira 10 agosto 2026
Trending
dezembro 28, 2024Moraes aponta ‘absoluta má-fé’ e mantém Daniel Silveira preso julho 14, 2026PRTB lança Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República para 2026 abril 15, 2026ANEC promove encontro nacional para definir caminhos da educação católica no Brasil julho 3, 2017Correio Popular é acusado de participar da corrupção do Hospital Ouro Verde em Campinas abril 22, 2026Vazamento de chaves de API e senhas pelo IA Claude Code em pacotes de software maio 21, 2026The Boys: Criador esclarece ausência de Rainha Maeve no episódio final abril 16, 2026Katy Perry sob investigação na Austrália por alegações de assédio sexual abril 15, 2026Sorte Grande: Resultados do Concurso 1201 Revelados na Terça-feira, 14 de Abril de 2026 abril 10, 2024Quadrilha do ‘Falso Leilão’: Cinco Detidos em Ação Policial Integrada entre São Paulo e Goiás julho 29, 2026MEIs adotam IA como seu ‘primeiro colaborador’ diante da ausência de recursos financeiros
Sorocaba Atual
Sorocaba Atual
Sorocaba Atual
Sorocaba Atual
  • Home
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Notícias
  • Saúde
  • Home
  • News
  • Categories
  • Features
  • Shop
  • Live
Sorocaba Atual
Sorocaba Atual
Coluna Janguiê Diniz
Coluna Janguiê Diniz

MP do Enamed: o elo que faltava na avaliação educacional

RedacaoRedacaojunho 25, 2026 675 Minutes read0

Em artigo, Janguiê Diniz analisa a Medida Provisória nº 1.370/2026 e defende o Enamed como avanço na avaliação da formação médica e no fortalecimento da qualidade do ensino superior

Coluna Janguiê Diniz

Em um ato corajoso e necessário, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.370, de 19 de junho de 2026, transformando o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em requisito obrigatório para o exercício profissional da Medicina no país. Além de inaugurar um novo capítulo no debate sobre a avaliação da educação superior, esta é a primeira vez que uma política originalmente concebida para aferir a qualidade dos cursos de graduação impõe consequências diretas a um dos protagonistas do processo educacional: o estudante.

Em apertada síntese, o texto estabelece que a aprovação no exame passará a ser condição necessária para a inscrição nos Conselhos Regionais de Medicina e, consequentemente, para o exercício legal da profissão. Dessa forma, o Enamed passa a cumprir quatro funções: aferição da qualidade dos cursos; avaliação obrigatória da graduação em Medicina; instrumento de acesso à residência médica; e mecanismo de certificação profissional.

E é neste último ponto que está um dos méritos mais evidentes da MP: ela cria um estímulo concreto para o comprometimento dos estudantes com a avaliação. Desde o extinto Provão, criado no longínquo ano de 1995, um dos principais desafios consiste em assegurar o engajamento dos concluintes. Inúmeros são os casos de instituições tradicionais e nacionalmente reconhecidas que obtiveram conceitos insatisfatórios porque seus alunos optaram por desacreditar a avaliação. Sejam essas instituições públicas, sejam elas privadas.

É sabido que a qualidade de qualquer exame não depende apenas da sua elaboração técnica, mas também do grau de seriedade com que ele é encarado pelos participantes. Quando o resultado não produz consequências acadêmicas, profissionais ou institucionais, é natural que parte dos estudantes não atribua à avaliação a devida importância. Nesse cenário, o resultado final deixa de refletir os conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo da formação.

Não por acaso, o setor privado de educação superior defende há muitos anos a inclusão da nota obtida pelo estudante no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em seu histórico escolar. Trata-se de uma medida simples, mas com grande potencial para fortalecer o compromisso dos concluintes com a avaliação.

Contudo, agora está evidenciado que é possível ir além. A adoção do Enamed como instrumento de proficiência vai ampliar exponencialmente o grau de comprometimento do estudante com o exame, e as demais graduações não devem permanecer alheias a esse avanço. Pelo contrário.

Essa discussão ganha ainda mais importância quando se observa a centralidade da avaliação nas políticas públicas educacionais. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) foi concebido para produzir informações capazes de orientar melhorias institucionais, aperfeiçoar cursos e fortalecer a qualidade da oferta. Para que esse objetivo seja alcançado, é indispensável que os resultados reflitam, com a maior fidelidade possível, os conhecimentos absorvidos pelo egresso ao longo da sua trajetória acadêmica.

Isso é importante, inclusive, para que os cursos que efetivamente apresentam problemas de qualidade recebam a atenção necessária dos gestores públicos e sejam objeto de ações voltadas ao seu aprimoramento. É evidente que existem ofertas de baixa qualidade e que resultados insatisfatórios não podem ser atribuídos exclusivamente ao comportamento dos estudantes. Contudo, da forma como o processo avaliativo é conduzido atualmente, essa é uma distinção que está a cada dia mais complicada de ser feita.

Em outra frente, a Medida Provisória também contribui para reafirmar a autonomia e as atribuições exclusivas do Ministério da Educação nas questões relativas à oferta, à regulação e à avaliação da educação superior. São competências legalmente atribuídas ao órgão que, com frequência, tentam ser usurpadas por quem almeja extrapolar suas funções constitucionais para atuar em causa própria. A proposta de criação do Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina) é um claro exemplo de como instituições oportunistas e desconectadas do interesse público têm atuado no país.

E aqui cabe um adendo: o setor privado de educação superior não pactua com nenhuma medida nesse sentido. Pelo contrário, não se furta da responsabilidade de contribuir incansavelmente para o fortalecimento do órgão. A defesa da autonomia do MEC não decorre de conveniência circunstancial, mas da convicção de que políticas educacionais consistentes exigem coordenação estatal, previsibilidade regulatória e respeito às competências legalmente estabelecidas.

A experiência inaugurada pelo Enamed certamente suscitará debates legítimos sobre limites, competências e modelos avaliativos. Ela também oferece uma oportunidade valiosa para avançarmos em uma discussão que há muito tempo precisa ser enfrentada: como garantir que os estudantes reconheçam a importância das avaliações e participem delas com o mesmo comprometimento que a sociedade espera dos profissionais que em breve estarão no mercado de trabalho.

Ao que tudo indica, a resposta passa pela exigência de aprovação no exame governamental como requisito para o exercício profissional. Independentemente das discussões que essa medida ainda suscitará, o fundamental é que o país aproveite este momento para fortalecer a cultura da avaliação e reafirmar que qualidade acadêmica, responsabilidade profissional e compromisso com a aprendizagem são valores inseparáveis e inegociáveis.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Tags
ABMESavaliação educacionalEducação SuperiorEnadeEnamedensino médicoformação médicaJanguiê DinizLulaMECmedicinaMedida Provisória 1.370/2026politicas públicasqualidade do ensinoregulação educacionalSinaes
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink

Redacao

Previous post Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco
next post A 5ª temporada de O Urso: um desfecho intenso e memorável que explora a essência humana da série
Related posts
  • Related posts
  • More from author
Coluna Janguiê Diniz

Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

maio 19, 20260
Coluna Janguiê Diniz

IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

maio 15, 20260
Coluna Janguiê Diniz

Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados

maio 8, 20260
Load more
Read also
Notícias

Combustíveis, fundos e agroindústria: veja os setores das 268 empresas investigadas por ligação com PCC

agosto 9, 20260
Esportes

Craque Neto critica foco na polêmica e defende Neymar Jr. após jogo Remo x Santos

agosto 6, 20260
Esportes

Neymar responde a críticas do presidente do Remo após vitória do Santos

agosto 6, 20260
Esportes

Santos responde a ataques do presidente do Remo contra Neymar: “Passou dos limites

agosto 6, 20260
Saúde

Esperas de até uma década no SUS: especialista detalha o caminho para a afirmação de gênero

agosto 6, 20260
Saúde

Bruna Furlan, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, comemora conquista na batalha contra o câncer

agosto 6, 20260
Load more

Siga-nos

InstagramFollow us
Novidades
1

Noites de Frustração: Mozart Lamenta Derrota do Mirassol contra o Brusque

abril 24, 2024
2

Empresa promove ação de impacto com Escola de Vendedores e prevê contratação de até 60 pessoas no Vale do Paraíba

julho 22, 2025
3

Concurso 1206 da Dia de Sorte: Resultados divulgados em 28 de abril de 2026

abril 29, 2026
4

Empresário de Ribeirão Preto Preso em Operação contra Lavagem de Dinheiro Relacionada ao Tráfico Internacional

julho 15, 2024
5

Único baile nudista de carnaval acontece em São Paulo

fevereiro 19, 2025

Sorocaba © 2025.