A proposta une orquestração nativa de inteligência artificial, terminais de autoatendimento, dispositivos de biometria e a iniciação de pagamentos, visando diminuir a dependência do cartão físico no setor varejista.
Durante a FEBRABAN Tech 2026, a Teros, um ecossistema que vincula jornadas financeiras a resultados concretos, irá apresentar uma demonstração inovadora de pagamentos utilizando Open Finance, com autenticação biométrica focada no comércio físico. A apresentação será realizada em parceria com a Diebold Nixdorf, referência mundial na transformação da experiência de compras e transações bancárias, e a Digibee, uma plataforma de integração empresarial baseada em inteligência artificial que gerencia toda a jornada. O público poderá conferir essa demonstração no estande da Diebold Nixdorf (B44).
As três empresas uniram esforços para oferecer identificação biométrica, iniciação de pagamentos via Open Finance e integração eficiente dos sistemas de autoatendimento, criando uma experiência mais simplificada tanto para o consumidor quanto para os varejistas. Essa demonstração é uma iniciativa piloto que revela a viabilidade técnica e operacional dessa solução.
“Os varejistas buscam formas de minimizar filas, incrementar conversões e proporcionar jornadas mais suaves aos consumidores. Para isso, é essencial que diversas tecnologias possam se comunicar eficientemente. A Teros atua como um conector nesse ecossistema, transformando Open Finance em uma solução acessível e escalável”, afirma Lígia Lopes (foto em destaque), CEO da Teros.
Funcionamento da jornada
Na experiência proposta, o cliente pode iniciar o pagamento de suas compras em um terminal de autoatendimento da Diebold Nixdorf utilizando Open Finance como método central que interliga o varejista à instituição financeira e à plataforma de orquestração. A autenticação é realizada por meio da biometria, que pode ser facial ou digital, eliminando assim a necessidade do uso do cartão físico durante a transação.
Como resultado dessa abordagem, o processo de checkout se torna menos complicado, com redução nos custos operacionais e maior segurança na autorização das transações. O consentimento para utilização do Open Finance será demonstrado em um caixa eletrônico da Diebold Nixdorf.
“Nosso objetivo é demonstrar como a sinergia entre os setores financeiro e varejista pode enriquecer as opções disponíveis nas experiências de pagamento. Na apresentação, evidenciamos como Open Finance, biometria e orquestração podem complementar as soluções existentes para oferecer uma experiência mais fluida e segura”, ressalta Jean Carlo Bob, Diretor Comercial da Diebold Nixdorf no Brasil.
A infraestrutura é aprimorada pela tecnologia da Digibee, que conecta a solução de Open Finance da Teros ao sistema da Diebold Nixdorf, assegurando que sejam atendidos os requisitos necessários relacionados à performance, segurança e escalabilidade.
Essa plataforma realiza integrações em tempo real entre dispositivos, APIs e sistemas corporativos, gerenciando o fluxo entre o ponto onde ocorre a interação e as instituições financeiras.
“Nosso papel é facilitar o início dos pagamentos diretamente das contas bancárias dos consumidores, reduzindo assim as dependências dos métodos tradicionais de pagamento. Isso resulta em menores custos com adquirência e bandeiras além de tornar mais ágil a liquidação financeira para os varejistas”, conclui Lígia.
Inovações como Pix Parcelado e Pix Garantido
A demonstração também abordará como integrar ao sistema o Pix Parcelado e o Pix Garantido. No modelo do primeiro, o lojista recebe imediatamente o valor integral da compra enquanto o consumidor opta pelo parcelamento junto à instituição financeira. As condições — taxas de juros, quantidade de parcelas e custo total — são apresentadas antes da confirmação do pagamento. Já os modelos garantidos podem facilitar compras programadas ou parceladas com menor risco para inadimplência no ecossistema, aumentando a previsibilidade para os varejistas sem comprometer a transparência ao cliente.
Vantagens para o consumidor final
Mais do que apenas uma atualização na infraestrutura, essa demonstração sinaliza um reposicionamento do papel do consumidor nas transações financeiras, oferecendo maior liberdade na escolha dos métodos de pagamento. O cliente tem autonomia para decidir qual conta ou instituição utilizar sem estar restrito ao cartão ou banco definidos pelo comerciante.
Outra vantagem significativa é a diminuição da dependência do cartão: as compras podem ser finalizadas sem precisar informar número do cartão, validade ou código de segurança; os pagamentos ocorrem diretamente entre contas. No caso do parcelamento, o consumidor é informado previamente sobre quantas parcelas serão pagas, taxas aplicáveis e custo total antes da confirmação da transação. Além disso, ele pode acompanhar a origem do pagamento e seu impacto no saldo disponível. A autenticação realizada no self-checkout acontece dentro do ambiente seguro da própria instituição financeira, minimizando assim a troca indevida de dados relacionados aos cartões entre os estabelecimentos.
Importante ressaltar que os mecanismos de proteção oferecidos pelo Pix — como o Especial de Devolução (MED) — não substituem o chargeback tradicional associado aos cartões nem cobrem situações comuns como desacordos comerciais ou arrependimentos conforme as diretrizes estabelecidas pelo Banco Central.
Impacto para o comércio varejista
A apresentação também sugere maneiras pelas quais os comerciantes poderiam reduzir taxas associadas às transações e fraudes enquanto desfrutam de processos mais ágeis com menor retrabalho operacional — sempre respeitando requisitos elevados de disponibilidade alta, escalabilidade e conformidade à LGPD.
“A combinação entre biometria e Open Finance tem potencial para inaugurar uma nova era nos pagamentos presenciais. Isso complementa os processos tradicionais com uma jornada digital mais inteligente e integrada. O conceito de Open Finance evolui deixando de ser apenas uma estrutura financeira para se transformar em um facilitador das interações entre clientes e empresas , oferecendo benefícios mútuos: varejistas ganham eficiência assim como instituições financeiras enquanto consumidores desfrutam maior comodidade”, conclui Lígia Lopes.

