A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, representa um dos principais fatores de risco para doenças do coração. Por ser uma condição silenciosa, muitas vezes não é percebida e pode se desenvolver ao longo de anos sem sintomas visíveis ou até culminar em situações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência renal. Para discutir a seriedade dessa doença que afeta quase 30% da população brasileira, a portal LeoDias entrevistou a cardiologista Dra. Denise Pellegrini.
Segundo o último levantamento da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 27,9% dos adultos brasileiros são diagnosticados com hipertensão. O controle dessa condição se mostra complicado, pois muitos indivíduos não seguem o tratamento adequado ou sequer têm conhecimento do seu estado hipertensivo.
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O grande perigo da hipertensão reside na sua natureza silenciosa. Quando os níveis elevados de pressão arterial se mantêm constantes, isso provoca desgaste nas paredes arteriais, favorecendo o acúmulo de placas e o estreitamento dos vasos sanguíneos. Essa situação aumenta a carga sobre o coração, podendo levar a um infarto.
Embora na maioria das vezes não apresente sinais evidentes, a hipertensão pode manifestar alguns sintomas em estágios mais avançados. A cardiologista intervencionista e diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), Dra. Denise Pellegrini, alerta que “sinais como dores frequentes de cabeça, tontura, visão embaçada e cansaço excessivo podem aparecer. No entanto, a única maneira confiável de detectar a hipertensão é por meio da medição regular da pressão arterial”.
As origens da hipertensão são variadas e incluem aspectos genéticos, hábitos alimentares e condições ambientais.
Essa condição pode ser controlada através de ações simples e acessíveis; mudanças no estilo de vida podem ter um impacto significativo. É fundamental reduzir a ingestão de sal, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, controlar o estresse e manter um peso saudável e um sono adequado. Além disso, pode ser necessário o uso contínuo de medicamentos sob supervisão médica.
“Um erro comum entre pessoas com hipertensão é interromper o tratamento sem orientação ou não segui-lo corretamente. Muitos não percebem que essas atitudes podem resultar em descontrole da pressão arterial e aumentar consideravelmente os riscos de infarto e AVC”, enfatiza a especialista.
Como medir corretamente a pressão arterial?
Para realizar uma medição precisa, a cardiologista intervencionista oferece algumas recomendações:
- Sente-se com as costas apoiadas e pés apoiados no chão;
- Mantenha o braço na altura do coração;
- Utilize um manguito apropriado;
- Repita a medição após um intervalo de 1 a 2 minutos;
- Realize pelo menos duas medições em dias diferentes sempre que possível;
- Evite aferir a pressão imediatamente após refeições pesadas, exercícios físicos ou consumo de álcool e tabaco.
Portanto, é recomendado monitorar regularmente a pressão arterial e adotar hábitos saudáveis. Medidas simples são essenciais para prevenir complicações futuras. Controlar a hipertensão é uma das melhores formas para proteger a saúde do coração.

