Eduardo Sacchiero, conhecido como o maquiador das celebridades, compartilhou sua experiência com a dependência química, revelando que chegou a usar metanfetamina enquanto lidava com a depressão. Durante uma entrevista concedida à repórter Tatiana Apocalypse, ele detalhou como a droga se tornou um recurso para tentar anestesiar suas dores emocionais, embora o alívio fosse temporário e resultasse em um sofrimento ainda maior.
Recordando os dias antes de buscar tratamento em uma clínica, Eduardo mencionou que a metanfetamina foi a única substância que utilizou nesse período. Ele enfatizou que seu uso estava ligado à sua tentativa de escapar do mal-estar emocional: “A única droga que utilizei foi a metanfetamina. Mas desde que entrei na clínica, tudo mudou”.
O maquiador ressaltou que sua busca pela substância não era apenas pelo efeito dela em si, mas sim uma tentativa de interromper uma dor emocional persistente. O alívio que a droga proporcionava era apenas momentâneo; assim que o efeito passava, a dor retornava com mais intensidade e acompanhada de arrependimento.
“Esse é o grande problema. Eu usei a droga para tentar anestesiar uma dor profunda e, quando o efeito acabava, a dor voltava ainda mais forte. O arrependimento também se intensificava”, descreveu ele.
Eduardo explicou ainda que essa fase era marcada por um intenso conflito interno: ele desejava parar de sentir aquela dor ao mesmo tempo em que tinha plena consciência das consequências do uso da droga. Em certos momentos, ele chegava a consumir metanfetamina chorando, buscando desesperadamente uma saída para seu sofrimento.
“Eu fazia isso chorando, porque queria acabar com aquela dor. No entanto, o resultado era um efeito reverso; eu sentia ainda mais dor e arrependimento por ter tomado uma decisão da qual não me orgulhava”, compartilhou.
Ao abordar sua recuperação, Eduardo enfatizou a relevância de não enfrentar sozinho os momentos difíceis. Para ele, contar com apoio foi crucial durante seu tratamento e continua sendo essencial em sua vida atualmente.
“É fundamental pedir ajuda e ter uma rede de apoio sólida ao seu redor; essa foi minha experiência e continua sendo assim”, refletiu.
Seu relato sobre dependência química faz parte de uma discussão mais ampla sobre as mudanças que vivenciou após sua internação. Durante a entrevista, ele também mencionou como essa experiência o levou a um despertar espiritual e à adoção de uma nova rotina pautada na fé, oração e disciplina.

