Galvão Bueno, o experiente narrador esportivo, compartilhou suas reflexões sobre sua longa jornada nas Copas do Mundo e sua nova fase profissional ao se juntar à equipe do SBT. Recentemente contratado pela emissora para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, onde narrará principalmente os confrontos da Seleção Brasileira, ele expressou estar honrado em fazer parte do time de Silvio Santos. Sua declaração ocorreu durante a cerimônia do Troféu Imprensa, que aconteceu na última quarta-feira (15/4) em São Paulo.
Durante o evento, Galvão recordou suas primeiras experiências no jornalismo esportivo quando conversava com jornalistas e com a repórter Mônica Apor, do portal LeoDias. Ele mencionou seu começo em canais como Bandeirantes, Record e Gazeta antes de estabelecer sua trajetória na Globo, onde cobriu 11 edições da Copa do Mundo. Ao ingressar no SBT, que não exibe um Mundial há quase trinta anos, o narrador ressaltou a relevância simbólica dessa nova etapa.
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O narrador também abordou a possibilidade de estar prestes a viver sua última Copa do Mundo. Contudo, ele lembrou que algumas despedidas anteriores foram mal interpretadas. “Provavelmente esta será minha última Copa do Mundo. Já comentaram que me despedi três vezes; isso não é verdade! Na verdade, eu não me despedi muitas vezes. As pessoas não compreenderam. Em 2010, mencionei que era apenas um momento no fim da transmissão porque achava que seria minha última Copa fora do Brasil. Havia praticamente um acordo com a Globo para que em 2014 fosse a derradeira”, manifestou ele.
Em sua conversa, o locutor enfatizou a importância de se adaptar continuamente. Ele acredita que as mudanças sociais afetam diretamente a maneira como se narra e se comunica, exigindo uma atualização constante tanto na linguagem quanto nos comportamentos considerados inadequados atualmente. “O mundo evoluiu muito e o linguajar também mudou bastante. Há expressões que antes eram consideradas aceitáveis e agora são inaceitáveis. Graças a Deus isso mudou”, afirmou.
Famoso por seus bordões icônicos como “Vai que é tua, Taffarel!” e “Haja coração!”, Galvão explicou que nunca planejou essas expressões antes das transmissões. Segundo ele, essas frases surgem naturalmente durante os jogos e acabam se tornando parte da cultura popular. “Eu sempre busquei me reinventar. Gravo várias campanhas publicitárias usando meus bordões, mas eles são repetidos incessantemente. Nunca trouxe um bordão pronto de casa; eles surgem na hora”, disse.
Mesmo após tantos anos dedicados à profissão, Galvão assegura que está aberto às mudanças e acredita na possibilidade de criar novas marcas nas futuras transmissões dos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.

