No dia 20 de agosto, comemora-se uma década da notável conquista da medalha de ouro pela Seleção Brasileira de futebol masculino durante os Jogos Olímpicos realizados no Rio de Janeiro em 2016. Após conquistar a medalha de prata nas edições de 1984, 1988 e 2012, o Brasil, sob a direção de Rogério Micale, quebrou essa sequência ao vencer a Alemanha nos pênaltis, no icônico Estádio do Maracanã. Gabriel Jesus, que mais tarde se tornaria um nome constante na Seleção principal, destacou-se na competição ao marcar três gols.
Com apenas 19 anos, Gabriel atuou como titular no ataque em todas as partidas do Brasil. Ele chegou aos Jogos Olímpicos como artilheiro do Campeonato Brasileiro, acumulando 10 gols e sendo um dos principais jogadores do Palmeiras, que se sagrou campeão naquela temporada. Durante a fase de grupos, ele balançou as redes contra a Dinamarca e fez dois gols na semifinal contra Honduras, tornando-se vice-artilheiro da Seleção.
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“Contribuir com gols foi uma experiência inigualável durante aquela campanha. Receber a medalha de ouro no Maracanã lotado é algo que ficará marcado para sempre. Sabíamos que era uma frustração para o torcedor brasileiro não ter conquistado o ouro olímpico no futebol até então. O time estava determinado e o fato da competição ser realizada no Brasil em um dos maiores palcos do futebol mundial nos motivou ainda mais”, declarou Gabriel Jesus, atacante do Arsenal.
A Seleção Brasileira iniciou sua jornada com empates sem gols contra África do Sul e Iraque nas duas primeiras partidas da fase de grupos, o que gerou muitas dúvidas sobre sua capacidade. Contudo, ao longo do torneio, a equipe melhorou significativamente suas atuações e conseguiu convencer com jogos consistentes, sofrendo apenas um gol durante toda a competição — justamente na final contra a Alemanha. O jogo no Maracanã tinha um significado especial, pois relembrava o famoso resultado de 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014 entre os dois países. Após um empate por 1 a 1 tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação, Neymar converteu o pênalti decisivo garantindo assim o primeiro ouro olímpico para o futebol masculino brasileiro.
A conquista representou muito mais para os jogadores da equipe além da medalha inédita. Para Gabriel Jesus, esse título abriu portas para sua inclusão na Seleção principal. Dois dias após a finalização dos Jogos Olímpicos, em 22 de agosto, Tite anunciou sua primeira convocação incluindo sete campeões olímpicos — incluindo Gabriel. A partir desse momento, ele se tornou um jogador essencial durante os ciclos da era Tite nas Copas do Mundo.
<p“Depois daquela vitória extraordinária tive várias oportunidades com a Seleção principal e fui agraciado por momentos memoráveis como as eliminatórias para a Copa do Mundo e o triunfo na Copa América de 2019. Sou extremamente grato por tudo que vivi com a Seleção e por todo apoio que recebi da minha família”, completou.
A conquista histórica ganhou ainda mais relevância por ter ocorrido em solo brasileiro. Além disso, essa seleção contava com uma das gerações mais talentosas já vistas no torneio olímpico incluindo estrelas como Neymar Jr., Gabigol e Marquinhos.
Anteriormente à conquista da medalha dourada em casa, o Brasil já tinha uma sólida história olímpica no futebol com cinco pódios ao longo das edições anteriores. Em particular em 1988, quando grandes nomes como Romário, Bebeto e Taffarel estiveram presentes mas acabaram derrotados pela União Soviética na final. O mesmo ocorreu em 1996 quando uma equipe composta por Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos foi eliminada pela Nigéria na semifinal.

