Pernambuco foi palco de dois incidentes relacionados a ataques de tubarão em sequência. O primeiro ocorreu no último domingo (31/5), na Praia de Piedade, onde uma criança de 11 anos ficou ferida. Já o segundo ataque, que aconteceu nesta segunda-feira (1º/6), afetou uma jovem de 19 anos na Praia de Boa Viagem. Especialistas foram consultados para fornecer orientações sobre como agir em situações desse tipo. A pergunta que fica é: como sobreviver a um ataque de tubarão?
Apesar dos eventos recentes, a bióloga Aline Costa Botelho ressaltou que os ataques de tubarão são fenômenos incomuns: “Esses animais têm um papel crucial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos e, na maioria das interações com humanos, não há qualquer incidente”, afirmou.
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A especialista ainda enfatizou a necessidade de respeitar o ambiente marinho e seguir as recomendações das autoridades locais para garantir a segurança. “O fundamental é manter a calma diante da presença de um tubarão”, aconselhou.
Aline também compartilhou algumas dicas para minimizar riscos ao se avistar um tubarão:
• Saia da água com tranquilidade;
• Evite nadar em desespero ou fazer barulho excessivo;
• Não se aproxime do animal.
A bióloga destacou que os tubarões fazem parte do ecossistema marinho e geralmente seguem seu curso sem interagir com os humanos. Portanto, manter a calma e observar uma distância segura é sempre recomendável.
Marcello Mello, biólogo ambiental e perito judicial, observou que existem aproximadamente 500 espécies de tubarões ao redor do mundo e a maior parte delas não representa perigo. Apenas cerca de 30 são consideradas potencialmente perigosas, enquanto apenas 10 são reconhecidas por seus comportamentos mais agressivos. “No Brasil, as espécies mais propensas a atacar seres humanos são o tubarão-tigre, o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-galha-branca”, esclareceu Mello.
<p“É vital que as pessoas compreendam que esses animais estão perdendo suas fontes alimentares devido à interferência humana. Isso resulta na diminuição das opções alimentares disponíveis no oceano, levando os tubarões — especialmente os tigres e cabeça-chata — a atacar quando percebem movimento na água. Embora o ser humano não faça parte da dieta habitual desses animais, na falta de alimento podem atacar qualquer coisa que encontrarem”, completou o especialista.
Mello também destacou a importância das autoridades desenvolverem estratégias para monitoramento desses animais e proteção nas áreas frequentadas por banhistas. “Deve haver avisos constantes para informar as pessoas sobre possíveis riscos. Contudo, exterminá-los ou promover sua extinção não é aceitável. Os tubarões desempenham um papel vital no equilíbrio dos oceanos como predadores no topo da cadeia alimentar marinha”, concluiu.

