A repórter Ju Massaoka fez um desabafo contundente após quase perder o nariz devido a uma possível necrose provocada pelo uso inadequado de PMMA (polimetilmetacrilato) em um procedimento estético. Durante uma rinoplastia em 2007, quando tinha apenas 17 anos, ela descobriu que um médico havia aplicado a substância sem seu consentimento, a qual é normalmente utilizada para preenchimentos e correções volumétricas.
Em seu relato, Massaoka, que atua no programa “Mais Você” da Globo, revelou que tomou conhecimento do problema ao procurar auxílio médico para tratar questões respiratórias e roncos frequentes. O profissional de saúde sugeriu uma nova cirurgia para corrigir um desvio de septo e melhorar sua respiração, momento em que foi identificado o material composto por microesferas de acrílico. Ela destacou: “Meu nariz pode necrosar por um erro médico do passado”.
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Massaoka também relatou como surgiu seu desejo pela primeira cirurgia estética: “Eu achava que precisava fazer uma plástica no nariz. Pesquisamos bastante por um cirurgião reconhecido. Ele nos explicou sobre os cortes, o tempo de recuperação e os riscos comuns da operação… Mas nunca mencionou que usaria PMMA. Já em 2007, a Anvisa já classificava o PMMA como produto de saúde classe 4, um material permanente que pode provocar dor, inflamação, necrose e obstruções vasculares.”
A jornalista enfatizou que nem ela nem sua responsável deram consentimento para o uso da substância ou receberam explicações adequadas sobre os riscos envolvidos: “O essencial não é apenas obter uma assinatura. É crucial esclarecer ao paciente os perigos do procedimento”. No entanto, durante a cirurgia corretiva mais recente, o médico encontrou o material no nariz da repórter. “Estava colado em tudo como se fosse uma cola. A remoção foi extremamente complicada”, contou.
“Ao final da cirurgia, meu nariz apresentava uma coloração roxa, quase azul. Eu enfrentei um alto risco de necrose e poderia ter ficado sem nariz”, lamentou Massaoka, que teve toda a estrutura nasal reconstruída devido à situação. Os médicos foram obrigados a retirar material ósseo da costela e músculos para reconstruir parte de seu nariz.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do PMMA apenas para tratamentos reparadores, sendo desaconselhado em procedimentos estéticos.

