Os dirigentes da Federação Iraniana de Futebol decidiram não comparecer ao congresso da FIFA, que se inicia nesta quinta-feira (30/4) em Vancouver, no Canadá. Essa escolha foi motivada por um incidente relatado pela própria federação envolvendo agentes de imigração no aeroporto de Toronto.
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Em nota divulgada por veículos iranianos, a federação esclareceu que seu presidente, Mehdi Taj, e o secretário-geral estavam portando “vistos oficiais”, mas decidiram cancelar a participação no evento internacional após o ocorrido.
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“Retornar à Turquia no primeiro voo disponível devido ao comportamento inadequado dos agentes de imigração no aeroporto e ao insulto a um dos ramos mais honrados das forças armadas iranianas”, afirmou.
O incidente ocorreu na chegada aos Estados Unidos, uma escala antes do destino final em Vancouver para o congresso. Até agora, a FIFA não se manifestou acerca do ocorrido.
Mais cedo, uma versão inicial divulgada pelo jornal The New York Times mencionou outra justificativa para a ausência dos representantes iranianos em compromissos paralelos. Conforme o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, os enviados do Irã enfrentaram problemas relacionados à obtenção de vistos.
Além disso, é importante ressaltar que recentes tensões diplomáticas resultaram em restrições impostas pelo Canadá. No ano passado, o país designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Essa classificação impacta diretamente a entrada de indivíduos associados a esse grupo. Mehdi Taj tem histórico vinculado à Guarda.
Situações semelhantes já foram registradas em viagens anteriores. Em dezembro último, o dirigente não conseguiu permissão para entrar nos Estados Unidos durante o sorteio da Copa do Mundo FIFA 2026, realizado na capital federal.
O Mundial está programado para acontecer entre junho e julho deste ano nos territórios do Canadá, Estados Unidos e México. A seleção iraniana possui partidas agendadas em Los Angeles contra Nova Zelândia e Bélgica, além de um jogo marcado em Seattle contra o Egito.
Ainda segundo a nota emitida pela federação, houve comunicação contínua com a FIFA após o incidente e a entidade expressou pesar pela situação.

