Chaiany, ex-participante do Big Brother Brasil, compartilhou pela primeira vez detalhes sobre a condição de saúde da filha, Lara, que atualmente tem 10 anos. Em uma conversa com a revista Quem, ela revelou que a menina foi diagnosticada com hidronefrose quando tinha apenas um ano e vive com um rim desde então. Após essa revelação, o portal LeoDias buscou a opinião de um especialista para esclarecer mais sobre a doença, seus riscos potenciais e os cuidados necessários.
A Dra. Daphnne Camaroske Lopes, nefrologista reconhecida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, explicou que a hidronefrose é caracterizada pela dilatação do rim devido à dificuldade da urina em ser eliminada normalmente para a bexiga, geralmente causada por obstruções. Com o tempo, esse acúmulo pode prejudicar o funcionamento do rim, como ocorreu com Lara.
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A médica também destacou as causas mais frequentes da hidronefrose, que incluem anomalias anatômicas no trato urinário que dificultam a eliminação da urina ou provocam seu retorno dos rins para a bexiga. Além disso, podem ocorrer malformações congênitas, como foi o caso de Lara, que nasceu com uma alteração em seu rim esquerdo e começou a apresentar sintomas ainda nos primeiros meses de vida.
Ela enfatizou os sinais que os pais devem observar. “Nos estágios iniciais muitos casos não apresentam sintomas visíveis, especialmente quando são leves. Contudo, alguns sinais indicativos incluem infecções urinárias frequentes, febre inexplicável, dor abdominal ou nas costas, irritabilidade excessiva e dificuldades para ganhar peso. Em situações mais severas, pode haver mudanças no volume urinário”, detalhou.
Camaroske também alertou sobre as consequências de um tratamento inadequado, afirmando que isso pode resultar em danos permanentes à saúde da criança. “Em cenários não tratados adequadamente, pode haver perda significativa da função renal ou até mesmo infecções generalizadas, ambas situações bastante graves”, comentou. A nefrologista ainda mencionou que existem alternativas terapêuticas disponíveis atualmente para tratar a hidronefrose infantil.
O tipo de tratamento varia conforme a causa e a gravidade da condição. “Casos leves podem ser monitorados por meio de exames regulares e em algumas ocasiões tendem a melhorar conforme a criança cresce. Em certos casos é indicado o uso preventivo de antibióticos para evitar infecções”, explicou ela. Para aqueles diagnosticados com formas moderadas ou graves da doença, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias para corrigir obstruções ou refluxos.”, acrescentou.
No caso específico de Lara, ela passou por uma cirurgia e atualmente vive apenas com um rim. Chaiany ressaltou como esse procedimento teve um impacto positivo na vida da filha: “Foi como uma salvação. Sentimos que foi obra divina porque meu pai chegou a considerar vender sua propriedade para custear a cirurgia; não tínhamos recursos disponíveis”, contou emocionada.

